Passeio pelas montanhas da Cordilheira dos Andes em Mendoza


Se alguém me perguntasse "o que você mais gostou em Mendoza?", eu responderia com toda a certeza: o tour Alta Montanha.

Mendoza é mais conhecida por sua grande produção de vinho, que rende as tradicionais visitas guiadas pelas adegas e vinícolas. Porém, é um desperdício passar por lá e não aproveitar para conhecer as belezas naturais da cidade, que fica pertinho da imponente Cordilheira dos Andes.

Um dia é suficiente para fazer um passeio inesquecível nas montanhas. Botei o pé na estrada com expectativas altas e, mesmo assim, me surpreendi. As paisagens são emocionantes de tão lindas e é um programaço para todas as idades.
Tour Alta Montanha
Apenas uma das paisagens espetaculares entre as atrações do tour

Antes de dar todas as informações detalhadas sobre o passeio, deixa eu já mostrar o vídeo que fiz naquele dia, pra depois você ler tudo sabendo direitinho do que eu estou falando:

Como fazer

O tour Alta Montanha é um passeio que vai desde o centro de Mendoza até a fronteira com o Chile, passando por vinícolas, diques, locais históricos, pontes, rios e, claro, muitas montanhas. É possível fazer o mesmo trajeto de três formas:
1. Alugando um carro e indo por conta própria;
2. De carro com um guia turístico (tour privado);
3. De van com uma agência (tour em grupo).

Alugando um carro - Fiz um orçamento rápido pela Rentalcars hoje e o carro para um dia está custando a partir de 925 pesos argentinos (~ R$280, com o peso a R$3,30) + depósito de segurança de U$600 (isso mesmo, dólares americanos!) + combustível + U$10 (opcional) para o GPS.

  • Vantagens: você faz seu roteiro e faz tudo no seu tempo. É mais confortável do que uma van. A partir de três pessoas viajando, se torna a opção mais barata - se vocês devolverem o carro inteirinho. 
  • Desvantagens: não haverá a explicação detalhada do guia, tanto para as paisagens naturais quanto para a parte histórica. Se não tiver mais pessoas para rachar o aluguel, o preço não compensa em relação às outras opções. O percurso de ida e volta soma em torno de 500 km, então vai ser cansativo dirigir isso tudo. Além disso, o motorista não consegue tirar fotos sem ter que ficar parando o carro. É preciso dirigir com bastante atenção, pois há muitas curvas, um desvio com estrada de chão batido e possibilidade de neve na pista.

Tour privado - Uma guia independente me passou uma cotação na faixa dos 2.000 pesos para duas pessoas, só que o trajeto não era exatamente o mesmo oferecido pela agência. Como sei que a privacidade oferecida por esse tipo de tour costuma sair cara, nem dei muita atenção.

  • Vantagens: os horários e trajetos são mais flexíveis do que nos tours em grupo. É possível pedir para o guia focar nas explicações que mais lhe interessam. Você pode buscar um guia que fale português, o que não é algo raro aqui na Argentina.
  • Desvantagens: a única desvantagem que consigo ver é o preço mesmo. Se o seu orçamento está folgado, vai fundo no tour privado ;)

Tour em grupo - não gosto muito desse tipo de passeio. Quando é possível, prefiro ir de ônibus, moto, bicicleta ou a pé, mas nesse caso não era possível. Além do mais, queria ter a explicação de um guia, então acabei ficando com essa opção mesmo. Depois de pesquisar bastante o preço, a alternativa mais barata que encontrei foi na agência Viajes Conocer Mendoza*, por 495 pesos por pessoa. O vendedor informou que esse preço era promocional e de baixa temporada (junho/2016).

  • Vantagens: é a opção mais barata que conta com um guia. Dá para ficar viajando por aquelas paisagens espetaculares e tirando milhares de fotos sem precisar se preocupar com a direção ou tomar cuidado com a estrada. As agências possuem parceria com com hotéis e restaurantes, onde é possível ir ao banheiro mesmo sem consumir nada.
  • Desvantagens: o roteiro e os horários são completamente inflexíveis. Terão várias pessoas desconhecidas na van, o que vai tornar a viagem menos cômoda e exige um certo cuidado com os pertences.

* Como amei o passeio, fiz um acordo com essa agência: quem comprar um tour com eles através do Mundo de Viajante, recebe 5% de desconto. O blog também ganha outros 5% de comissão :)
Essa era a nossa vanzinha!
Obs: comprei o pacote com a Viajes Conocer Mendoza, mas a empresa que levou foi a Mendoza Viajes. É comum várias agências venderem para uma mesma operadora, que reúne um grupo com pessoas suficientes para os tours saírem todos os dias

Quando fazer

Caso opte por uma agência, como fiz, há saídas todos os dias. É preciso reservar e pagar com pelo menos um dia de antecedência. A van passa para buscar os clientes em suas hospedagens entre 7:30h e 8h, retornando por volta das 20h. Como era inverno, o sol só começou a raiar perto das 8:30h e curtimos o nascer dele já na estrada.

Quanto à época do ano, é importante observar dois fatores: no verão, é possível ir até a estátua do Cristo Redentor, que fica exatamente na divisa entre o Chile e a Argentina. Em dias quentes também é mais provável de se encontrar alguns animais locais. No entanto, a estação de esqui Los Penitentes, uma das paradas principais do tour, fica fechada durante essa época. Já no inverno, o que fica interditado é o caminho até a estátua do Cristo. Em compensação, o cenário branquinho traz um charme único ao passeio.
Neve em Mendoza
Estação de esqui Los Penitentes, com as montanhas cobertas de neve

Como é o tour Alta Montanha (ou Alta Montaña)

Começa de manhã cedinho e vai até o final da tarde - das 7:30 às 20h. Assim que pegamos a Ruta 40, a guia já começou a falar sobre os vinhedos e sua importância para a economia argentina. Logo em seguida, pegamos a Ruta Nacional 7, onde ficam todas as atrações do tour. São aproximadamente 500 km de passeio (ida + volta), muitos lugares lindos e importantes vistos da janela e 7 paradas. Confira o roteiro do tour Alta Montanha e quanto tempo a van da agência para em cada um dos locais: 

- Dique de Potrerillos: 15-20 minutos
- Valle de Uspallata: 30 minutos
- Estação de esqui Los Penitentes: 1 hora
- Puente del Inca: 30 minutos
- Cerro Aconcágua: 15 minutos
- Villa de Las Cuevas: aproximadamente 1 hora
- Cristo Redentor (exceto no inverno): como não fui, não sei dizer quanto tempo dura a parada

O que ver e fazer nas principais atrações do passeio

O Dique de Potrerillos fica a mais de 1.300 metros acima do nível do mar e está localizado entre as montanhas da pré-cordilheira, a 65 km de Mendoza. Seu lago foi construído artificialmente e recebe as águas do Rio Mendoza, através da Represa Potrerillos. Essa represa gera energia elétrica e fornece água potável para toda a região de Mendoza.

É no Rio Mendoza que muitos argentinos e turistas praticam esportes aquáticos durante o verão. Fiquei imaginando a emoção de fazer um rafting no meio de toda essa beleza!
Represa de Potrerillos Tour Alta Montanha
Dique de Potrerillos

Já aos 120 km de Mendoza, chegamos ao Valle de Uspallata, um pequeno povoado onde vivem 7 mil habitantes. Essa é uma parada estratégica para o pessoal fazer um lanche rápido, ir ao banheiro e alugar equipamentos para a neve, preparando-se para a próxima parada.

Curiosidade: apesar de pequeno, o local já foi cenário de grandes filmes, como Sete Anos no Tibete, estrelado por Brad Pitt, e Assassinos, com Antonio Banderas.
Como Uspallata fica bem aos pés da Cordilheira, tem esse visual privilegiado

Resolvi não alugar roupas nem botas para a neve e não me arrependi. Eu estava usando uma daquelas botas de couro falso e foi suficiente. Já o Pedro, meu marido, estava de tênis e saiu com o pé um pouquinho molhado depois de afundá-lo na neve, mas mesmo assim não se arrependeu de não alugar as botas.
Preço aluguel de roupas para neve 2016
Preços dos equipamentos para neve em junho/2016

Seguimos o caminho rumo à próxima atração. A guia dava tantos detalhes, que mostrava até os curiosos formatos das pedras que passávamos pelos caminho:
Segundo a guia, essa pedra é uma múmia grávida!
Paredão de pedras formado naturalmente - o ponto mais alto chega a alcançar 80 metros de altura!

Após mais uma dose de beleza natural, paramos na estação de esqui Los Penitentes. Essa é a principal vantagem de fazer o passeio nas montanhas no inverno. A neve toma conta do local! Mesmo para quem não vai esquiar, que foi o nosso caso, foi uma delícia passear por lá. Eu já tinha visto neve antes quando fiz meu intercâmbio nos Estados Unidos, mas não tinha aproveitado tanto quanto nesse dia do tour. O cenário é lindo e dá para brincar de esqui-bunda. Tinham muitas crianças e adultos se divertindo. Confesso que nessa hora bateu um mini arrependimento por não ter alugado o carrinho para fazer esqui-bunda (é o trineo, na tabela acima).
Estação de Esqui Los Penitentes passeio pelas montanhas
Estação de Esqui Los Penitentes, com o teleférico ao fundo

Durante o verão, a estação fecha. O máximo que dá para fazer é subir no teleférico, isso se não tiver muito vento - mas custa 180 pesos e não vai tão alto assim. As montanhas de neve se tornam gramados, que continuam bonitos, mas não tem a mesma vida do inverno. 
Aproveitamos que a parada foi longa e já almoçamos os lanches que levamos por ali mesmo, porque sabíamos que a parada para o almoço ia demorar e não ia ter opções veganas. Isso também foi uma boa forma de economizar :)

Logo após Los Penitentes, está a Puente del Inca. Se eu tivesse que escolher um ponto alto do tour, seria essa ponte, embora durante todo o caminho as paisagens ficassem disputando entre si qual é a mais incrível. A Puente del Inca me encantou porque é algo muito único e especial, que não se encontra em nenhum outro lugar do mundo.
Puente del Inca tour Alta Montanha
Puente del Inca

Acredita-se que os povos incas passaram por esse local e foi daí que veio o nome. 

A 2.700 metros acima do nível do mar, a estrutura da ponte foi formada naturalmente através da erosão causada pelo Rio Las Cuevas. Aquelas colorações são o resultado da ação dos minerais contidos na água do rio, que "pintaram" as pedras. Os artesãos locais aproveitam essa característica do rio para produzir artesanias naqueles tons amarelados e com um aspecto petrificado. Logo antes de chegar à Puente del Inca em si, há uma feirinha com muitos desses produtos à venda.

Próximo à ponte funcionou um hotel construído pelos ingleses na década de 1920. Aquela construção com janelinhas, abaixo da ponte, era a estação de águas termais do hotel, que foi aproveitada por muitos turistas. A água que passa pela pedra pode chegar a uma temperatura de 40°C.

Acontece que em 1965 houve uma avalanche que matou muitas pessoas e deixou o hotel em ruínas. Só sobrou a igreja, próxima ao hotel. Mesmo assim, o acesso àquela área ainda era permitido até 2005, quando o governo resolveu bloquear a passagem por motivo de segurança aos visitantes. Agora, podemos observar somente de longe esta atração que se tornou um Patrimônio da Humanidade.
Puente del Inca Tour Alta Montaña
Acima da ponte está a igreja e, à direita, as ruínas do antigo hotel

Logo em seguida, fizemos uma parada rápida para avistar o Monte Aconcágua, também conhecido como Sentinela das Pedras. É o pico mais alto das Américas, com quase 7.000 metros de altura, e um dos maiores do mundo - atrás apenas do Everest e de outras montanhas do Himalaia. Infelizmente, esse tour não incluía o trekking até o Parque Provincial Aconcágua, onde é possível ver o Monte mais de perto e dois lagos que tem por lá. Ficamos apenas com uma vista de longe à beira da estrada, mas que definitivamente não era de se jogar fora.
Monte Aconcágua Mendoza
O pedaço que consegui ver do Monte Aconcágua

Caso esteja interessado em fazer uma trilha pelo Parque Aconcágua, confira os preços e as opções atualizadas para 2016 neste site do governo da Argentina.

Seguimos para Las Cuevas, o vilarejo que fica no limite com o Chile. É uma vila com arquitetura em pedra e madeira bem característica e bonitinha, mas não tem muito o que se fazer por lá. Essa foi a parada para o almoço, lá pelas 14h. Como já havia almoçado meus sanduíches antes, não comi lá, mas era um buffet com sobremesa por 180 pesos. 

A mais de 3.000 metros de altura, lá ventava bastante e era MUITO frio!
Vila Las Cuevas
Villa Las Cuevas

É em Las Cuevas que fica o acesso para a subida até a estátua do Cristo Redentor, que marca um ponto exato na divisa entre Argentina e Chile. Caso pretenda fazer esse trajeto dirigindo por conta própria, leve em consideração que é um caminho bem perigoso, com estrada de chão batido, muitas curvas e penhascos.
Cristo Redentor na divisa entre Chile e Argentina
Cristo Redentor, na fronteira entre a Argentina e o Chile
Fonte: clarin.com

Antes de retornar à Mendoza, fizemos uma última parada em Uspallata para o pessoal que alugou equipamento para a neve poder devolver tudo. Voltamos, então, cansados e fascinados com o espetáculo de belezas paisagísticas que vimos durante o dia. 
Caminho do passeio nas montanhas entre Mendoza e Chile
Caminho do tour nas montanhas entre Mendoza e Chile

Dicas para o passeio pela Cordilheira dos Andes

- Cheque a previsão do tempo para o dia em que for fazer o tour. Se estiver muito nublado ou chovendo, não vai ser tão bonito e talvez nem dê para ver o Aconcágua. Como o clima nas montanhas não é o mesmo do centro de Mendoza, verifique as condições climáticas aqui: www.aconcagua.mendoza.gov.ar.

- Ao pesquisar as agências e/ou tours privados, confirme se haverá paradas nos pontos que você quer ver. Há muitas agências e guias que fazem esse mesmo tour, mas as paradas e o roteiro podem variar um pouquinho.

- Os preços das agências variam bastante, vale a pena pesquisar! Encontrei o tour Alta Montanha desde $495 até mais de 700 pesos.

- Leve água e alguma comida para beliscar, mesmo que resolva parar para almoçar em algum restaurante. Ter a água e um lanchinho ajuda a economizar dinheiro e tempo durante o passeio.

- Mesmo que seja verão, leve ao menos um casaco e luvas - é frio o ano inteiro nas montanhas.

- Não esqueça dos óculos de sol! Principalmente se tiver neve, ela reflete bastante o sol e isso incomoda os olhos.

- Leve também um paninho para limpar o vidro do carro/da van, pois pode ficar bem embaçado e atrapalhar a sua vista.

- O passeio é tranquilamente adequado para crianças e elas vão amar.

- Se fizer o tour durante o inverno, já vá vestido com calçados e uma roupa impermeável para não precisar alugar essas peças. Mas alugue o carrinho para fazer esqui-bunda, mesmo que não esteja com crianças :D
Esqui-bunda na neve
Esqui-bunda em Los Penitentes
Não dá para ter noção pela foto, mas a galera escorregava rapidão!


E era isso o que eu tinha pra falar sobre o Tour Alta Montanha! Se ficou alguma dúvida ou se você quer contribuir com alguma informação, é só enviar pelos comentários.

Também vai ter post sobre visitas às bodegas, a uma fábrica artesanal de azeite de oliva, tour de bike e várias outras atrações dessa cidade apaixonante que é Mendoza. Fique de olho no blog ou inscreva seu e-mail aqui para receber as próximas postagens ;)

Um abração e boas viagens para nós!


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Sobre Mayumi Tsuruyama

Me formei em Administração por adorar o universo empresarial. Mas também sou freelancer e blogueira, por amor ao mundo e à liberdade. Encaro todas as viagens que já fiz e ainda farei como trajetos de uma viagem maior, que é a vida. Seja como turista, estudante, trabalhadora ou mochileira, viajar me completa. E eu ainda tô longe dos 100%!
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2 comentários:

  1. Oi Mayumi, tudo bem? Adoro seu blog e estou sempre acompanhando aqui! :) Por isso, queria fazer uma sugestão de post. Gostaria que você explicasse a questão do dinheiro para viagens internacionais. Ainda não tive a oportunidade de fazer uma viagem para fora do Brasil, mas espero poder fazer o mais breve possível. Dessa forma, queria saber tudo em relação a troca do dinheiro, do real para a moeda do destino. Tipo, essa troca pode ser feita tanto no Brasil quanto no lugar de destino? O procedimento para isso é mesmo em todos os lugares do mundo? Em todo lugar é aceito dólar? Como faz pra poder usar cartão de débito/crédito? Desculpa se são muitas dúvidas haha, mas adoraria ver um post sobre isso com sua explicação. Beijos. - Camilla

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    Respostas
    1. Oi, Camilla! Tudo bem e com você?

      Desculpa a demora em responder! Ultimamente tenho trabalhado bastante e ando bem ocupada com os afazeres do mochilão, que está se encaminhando pro fim.

      Que alegria em saber que você acompanha e curte o blog :D

      Olha, confesso que esse post sobre dinheiro já está há um tempinho na minha lista de afazeres. Não fiz ainda porque planejo algo bem completo, citando umas taxas como exemplo e tal - e isso demanda um certo tempo em pesquisas. Mas seu comentário me lembrou que essas informações realmente precisam estar aqui pelo Mundo de Viajante e você trouxe alguns pontos bem importantes que provavelmente eu deixaria de fora. Valeu pela sugestão detalhada, adorei!

      Como o post deve demorar um pouquinho para sair, deixa eu já dar uma clareada nas suas dúvidas:
      - Troca: pode ser feita tanto no Brasil quanto no outro país, mas não é aconselhável chegar no local de destino só com reais - você precisa ter pelo menos um dinheiro na moeda local suficiente para pagar o transporte do aeroporto até o centro da cidade, onde é melhor fazer o câmbio. Também tem que analisar onde a taxa de câmbio está melhor, se no Brasil ou no outro país. Quando fui para a Argentina, por exemplo, era mais vantajoso trocar dinheiro lá do que no Brasil.
      - Procedimento: em todos os países que visitei, consegui trocar dinheiro no banco e nas casas de câmbio. No Brasil é necessário mostrar a identidade e fazer um cadastro, no exterior geralmente pedem seu passaporte (alguns nem isso) e fazem a troca para a compra da moeda local. Alguns locais são rápidos, outros mais demorados, mas os requisitos são os mesmos: documento de identidade e o dinheiro.
      - Dólar: no banco e em casas de câmbio sim, mas nas ruas a maioria dos estabelecimentos só aceita a moeda local. Em alguns países, é melhor você chegar com dólar para aí sim trocar para a moeda local, porque o real pode ser muito desvalorizado por lá.
      - Cartão de débito/crédito: para cartão de crédito, o cartão precisa ser da categoria internacional e você precisa autorizar previamente as operações no exterior para o período da sua viagem. Para o débito, não são todos os bancos que permitem. O ideal é ver as opções que o seu banco oferece e as taxas envolvidas. De qualquer forma, qualquer transação de crédito ou débito feita com cartão brasileiro tem um IOF salgado de 6,38%.

      Na sequência devem sair alguns posts sobre o Chile, talvez vídeos e, aí sim, mais posts sobre dinheiro e planejamento de viagens. Se ainda não estiver inscrita no blog, se inscreve pra receber tudo no seu e-mail ;)

      Tomara que a sua viagem saia logo! Beijão!

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